quinta-feira, 22 de outubro de 2009

WWW.VULVARIO.IT

A página entitulada COLLECTION, reservada a exposição virtual de obras (desenhos, pinturas, esculturas, fotos, etc) concebida e realizada por autores diversos para ilustrar uma homenagem À vulva.

Todos que visitam o sute são convidados a enviar imagens, para o enriquecimento de tal coleção para o email: rossiroiss@libero.it, com liberação total, declarada e sobescrita, relativo aos direitos autorais e a disponibilidade para utilização em exposições e publicações em livros, revistas, etc, patrocinados pelo Vulvário: sem nada pretender.

Uma primeira exposição coletiva entitulada Vulvário sera realizada em Veneza, em concomitancia com o Carnaval 2010, patrocinada pela Compagnia De Calza „I Antichi“, colateralmente ao evento "CarnascialARTesca 2010“ (13-23 de fevereiro): uma exposição realizada em varios locais ao mesmo tempo com obras de arte e instalações artisticas inspiradas, sobretudo, no imaginário da Compania (www.iantichi.org).

Em uma NOTA, poetsada anteriormente é possivel ler que...

a intenção da Compagnia De Calza, que a concebeu (Vulvário), a exposição envolverá vários espaçoes expositivos de Veneza, no percurso - seja apé ou aquatico - entre a Stazione Ferroviaria a Piazza San Marco, transitando inevitavelmente a pé pelo Campo San Maurizio: histórico espaço publico para a expressão das opiniões e a realização do evento 'carnascialesche', iniciado em 1981.

(...)

Todas as obras expostas resultarão em um catálogo ilustrado e comentado, projetado e realizado por Luca Colferai para Antichi Editori Venezia, com a apresentação de Roberto Bianchin, uma introdução do curador Enzo Rossi-Roiss e textos de variso autores.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Trampo Mnemosyne



Eu, Marina e Du!

domingo, 20 de setembro de 2009

Exposição Mnemosyne

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Texto a seguir foi redigido por mim para a aula de Leitura e Interpretação de Textos Classicos, 1º Semestre da graduação em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo, como exercicio proposto pelo professor. Tem como base as cartas de Redi e Usbek, escritas por Montesquieu.

***

Caro Professor S... R..., penso que deva ponderar sobre sua atitude enérgica contra as novas tecnologias, mas devo concordar com o senhor em muitos aspectos. É verdade que a maior parte da tecnologia que nos apresenta é de apelo unicamente comercial e absolutamente dispensável, porém, existem maravilhas que se tornaram indispensáveis e muito úteis. Refiro-me aos avanços da medicina, da transmissão de informações, dos instrumentos de medições diversas e uma infinidade de aparatos tecnológicos que permitem o desenvolvimento científico, que, concordo, nem sempre são proveitosos.

Nesta breve epistola, vou me ater a somente dois pequenos objetos de uso cotidiano, diria até de uso banalizado; refiro-me ao telefone celular e ao mp3 player. O senhor aí em New York deve presenciar casos bem mais interessantes do que eu aqui em São Paulo, falo das multidões surdas andando pelas ruas e coletivos, das pessoas escravas da próxima ligação, dos carentes de entretenimento e de auto afirmação e ainda dos desprovidos de consciência para com o próximo.


Me lembro agora de uma frase de Adorno: "A música de entretenimento preenche os vazios do silêncio que se instalam entre as pessoas deformadas pelo medo, pelo cansaço e pela docilidade de escravos sem exigências". Penso de fato que a simples possibilidade de ter de encarar a si mesmo, encontrar o próprio silêncio e enfrentar uma realidade insatisfatória e vazia, induza nas pessoas a necessidade de se anestesiarem disso tudo, então colocam os fones no ouvido.

Continuando, devo citar outro autor que muito me agrada, Umberto Eco em seu maravilhoso texto “Como não Usar o Telefone Celular”, classifica em cinco categorias os usuários de telefones móveis; o primeiro tipo é composto por “pessoas fisicamente incapacitadas, ainda que sua deficiência não seja visível”, e são obrigadas a manter contato constante com médicos, hospitais e eu diria também, pais de santo e benzedeiras. Depois destes, “aqueles que, devido a graves deveres profissionais”, são obrigados a recorrer em qualquer emergência aos bombeiros, policia, domadores de leão, contrabandistas de órgãos ou à ONU, como diz o autor, para estes, o celular é “uma dura necessidade, vivida com pouquíssima alegria”.

Em terceiro lugar, os adúlteros, que têm “pela primeira vez na história, a possibilidade de receber ligações de seu parceiro secreto sem que outros membros da família, as secretárias ou colegas mal intencionados possam interceptar”, embora eu, particularmente, saiba de casos em que namoradas ciumentas tenham descoberto tudo através do maldito registro de chamadas que vem embutido no celular, considero os adúlteros, nesse caso, menos privilegiados pela tecnologia. Após os adúlteros, temos as pessoas “incapazes de ir a qualquer lugar se não tiverem a possibilidade de conversar fiado acerca de frivolidades com amigos e parentes de que acabaram de se separar.” Estes eu considero particularmente infelizes, pois como diz o próprio autor, são pessoas que “não conseguem evitar a exibição de sua vacuidade, fazendo dela, ao contrário, emblema ostentado com orgulho”. Por ultimo, as “pessoas preocupadas em mostrar em publico o quanto são solicitadas”, são aquelas conversas sobre negócios que frequentemente escutamos em todos os lugares mas eu diria que principalmente nos bancos e restaurantes.


Após uma análise das categorias citadas acima, eu introduziria uma outra, híbrida, que mescla aspectos da quarta e da quinta categorias, e também possuem aspectos importantes dos usuários de mp3 players, nesta estão inclusos os fulanos que insistem em nos castigar, nos ônibus e metrô, com seu mal gosto musical.

São pessoas que, descontentes em se alienar e infelizmente pobres o suficiente para comprarem fones de ouvido, ligam o medíocre aparelho e compartilham com todos ao redor suas preferências musicais (sempre nauseabundas), pessoas que também são incapazes de ir a qualquer lugar sem tagarelar mesquinharias, pois a única forma da musica cessar é atender uma ligação, e ainda querem mostrar em publico que podem ter um celular de ultima geração, que toca musica em 6 bandas e 8 canais stereo, bluetooth, greentooth e uma gama de corestooth, que tiram fotos, que podem atender chamadas em baixo do metro e que tem até palitinhos metálicos com pontas de borracha para manuseio.

Concluindo esta que deveria ser uma breve carta, chego a conclusão que tais aparatos tecnológicos não passam de uma busca pela alienação de si mesmo e da auto afirmação social, assim como um reconhecimento de sua subordinação e uma fuga do auto conhecimento. Ajudando na manutenção da vida, alienando e estabelecendo um poder que se faz a partir das próprias pessoas subordinadas. Logo, apresenta uma útil (e irônica) função de terapia psicológica e inserção do individuo no conjunto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

OBRA EM EX/CESSO




OBRA EM EX/CESSO*

Utilidade, futilidade e ironia em uma ambientação sonora criada para a revista "Klang! sons contemporâneos" em Villa Paolina de Viareggio: Tania Lorandi (artista poliédrica) lança o "Ydentic", um cone de cartão que permite que as mulheres urinem em pé. A instalação é acompanhada por "Je fait pipi partout", a nova canção que a artista compôs com Sebastiano Zampini.

Depois da "Fonte" descontextualizada de Marcel Duchamp e a "Merda do artista" enlatada de Pietro Manzoni, eis uma obra simplesmente útil! Que diferença há entre um urinol que se torna obra de arte porque foi posto em um museu e uma obra de arte posta no urinol de um museu?

"A sutil diferença de 92 anos de reflexão, talvez, sobre arte", explica Tania Lorandi. Artista nascida na Bélgica, vive na Itália desde 1985. "Uma brincadeira em primeiro lugar e uma coisa séria em segundo. E a firme resolução de não repetir o obsoleto esquema ou descontexto. A vontade de colocar ordem na produção: o cocô com o cocô e o pipi com o pipi; unir o útil ao agradável, a saúde aos direitos civis e abolir certos lugares comuns."

Tania Lorandi se ocupa principalmente da 'Patafisica, colaborou com Enrico Baj, Vincenzo Accame e outros estudiosos da "Ciência das soluções imaginárias". Fundou o "Collage de 'Pataphysique" um instituto independente e autônomo que conta com mais de 100 Membros e Membranas de diversos países. O seu trabalho questiona várias linguagens expressivas, realiza curadorias, ocupa de escultura e pintura, ama escrever sobre arte, é performer e cantora.

Este achado chama-se "Ydentic" e agora, munida de um simples cone de cartão, mulheres e homens podem mijar juntos, por todos os lado e na mesma posição, na rua ou nas privadas e ouvindo musica; ela em pé e ele sentado ou vice versa e versa vice... Mas "o importante é permanecer de olho no objetivo! Merdra!"

BBDN

Vittore Baroni é curador da revista "Klang! sons contemporâneos", com redação de BAU. Será realizada com o patrocínio da Acessoria de Cultura da Comune de Viareggio, nos espaços da histórica e central Villa Paolina e nos espaços da GAMC (Galeria de Arte Moderna e Contemporânea) de Viareggio, de 7 à 9 de agosto de 2009, às 18:00 às 24:00hs. A renda obtida na mostra será doada às pessoas que continuam deslocadas por causa da tragédia de 29 de junho de 2009.

*OPERA ALL ‘EC/ CESSO: Obra para toilettes, obra do WC... CESSO pode significar banheiro em Italiano.

Tradução livre de Bruno Bontempo
Di/Retor Di/Gital do Décollage de 'Pataphysique de São Paulo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Calendário 'Patafísico Brasileiro

Ha ha!!!

após muito tempo apanhando e cruzando referências em francês, italiano e espanhol, apresento a 1º edição do Calendário 'Patafísico Brasileiro, digo 1º edição porque ainda aguarda melhorias.

agradeço faustrollicamente pelo auxilio de Tania Lorandi, que me definiu os termos populares franceses e italianos por mim absolutamente desconhecidos.

http://rapidshare.com/files/198909967/Calendario-Patafisico-PT-BR.pdf

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

eu ja passei por 25 nataizinhos, este é o 26° e não comemorei nenhum. data cristã que homenageia o nascimento de uma série de dogmas e contradições históricas, sem falar ideologicas.

mesmo que ateu (graças a deus), estar sozinho em um momento em que o mundo enche a cara é frustrante, e o porquê é simples.

encher a cara sem motivos já é bom, mas com amparo divino é melhor ainda.